francis bacon.

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Bacon repete dizendo: para conjurar o caráter figurativo, ilustrativo, narrativo, que a Figura teria necessariamente se não estivesse isolada. A pintura não tem nem modelo a representar, nem história a contar. Desde então ela tem como que duas vias possíveis para escapar ao figurativo: seguir no sentido de uma forma pura, por abstração ou no sentido de um puro figural, por extração e isolamento. Se o pintor tende à Figura,se ele toma a segunda via, isto será para opor o “figural” ao figurativo. A primeira condição é a de isolar a Figura. O figurativo (a representação) implica, de fato, em relacionar uma imagem a um objeto e buscar ilustrá-lo; mas ela implica também a relação de uma imagem com outras imagens em um conjunto composto que oferece precisamente para cada um o seu objeto. A narrativa é o correlato da ilustração. Entre duas figuras, há sempre uma história que se insinua ou tende a se insinuar, para animar o conjunto ilustrado. Isolar é então o modo mais simples, necessário, mas não o suficiente, para romper com a representação, quebrar a narrativa, impedir a ilustração, liberar a Figura: para deter-se no fato.
 
pro Deleuze.
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